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Jan Gomez

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Pode me chamar de Jan! mãe,esposa,pessoa sonhadora... me equilibro entre leituras, trabalho, estudos e o cuidado com a casa, nesse meio tempo eu observo a vida, ouço musicas e leio livros, vejo fatos e pessoas e vou tirando minhas conclusões, e é no blog que compartilho! E como filho de peixe, peixinho é... O Blog Curiosidades de Criança é das minhas princesas, Sofia e Abigail. Agradecemos a visita
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Lagrimas, ultimo recurso



Mesmo sendo adultos por muitas vezes agimos como crianças

E às vezes isso é bom

Em geral as crianças são conhecidas por sua ternura, meiguice e inocência.

Mas as crianças também têm um lado não muito apreciado e que nenhum adulto gosta:

Fazer beicinho quando as coisas não são como e quando querem
bater o pé para convencer
já que os argumentos não são suficientes
cruzar os braços em protesto, fazer bico e ficar imóvel
Já vi várias vezes cenas assim em super mercados e ficava terrivelmente assustada.

Mas em se tratando de crianças; elas agem, simplesmente por reflexo e sinceramente usando de instintos primitivos de sobrevivência

Na verdade as crianças quando agem assim o fazem porque acharam espaço

É engraçado quando mesmo sendo adultos agimos da mesma forma

Seria uma regressão?

Ou apenas uma tentativa de chamar atenção?

Quantas vezes você já agiu como criança e depois que tudo passou riu de si mesmo?

E pensando bem, não exatamente, talvez não literalmente, já vi adultos agirem assim
como um infante, atos pueris; a famosa birra.
A falta de argumentos às vezes nos levam a isso, a tentar de qualquer forma o que desejamos e quando tudo falha: lágrimas!
Nas crianças, as lágrimas vem de forma fácil
E por quê?
Quando a criança sente que pode perder seus pontos no duelo, as lágrimas surgem sinalizando sua fraqueza, seu sentimento de perda.
Mas quando um adulto chora pode dizer outra coisa.
Pode significar mais um argumento
Mais uma tentativa de manipulação.
Talvez você esteja horrorizado com essas palavras.
E não me refiro as lágrimas legitimas movidas pela tristeza e sofrimento, movidas pelos sentimentos de dor e perda.
Eu me refiro as “lagrimas de crocodilo”
(já ouviu essa expressão?)
Eu já deixei um pouco da inocência que eu trazia comigo e aprendi na selva de pedras do mundo que as pessoas podem usar as lágrimas para obter o fim que desejam.
Muitas vezes já usei as lágrimas quando me senti perdida em meus próprios argumentos e atordoada por ter que admitir o erro.
Às vezes as lágrimas nos lembram isso: as nossas fraquezas
Mas também podem ser nossa redenção quando entendemos que passamos da conta e então vem outra parte difícil: reparar o dano.
Tiro tempo pra fechar os olhos e avaliar com clareza
Chego a uma conclusão madura <adulta>
Tento consertar as coisas (quando dá, senão, apenas seguir a frente).
Sinto-me sortuda ao perceber a compreensão que me é dedicada
Reconhecer as fraquezas faz parte do processo
E talvez seja de grande força esse reconhecimento de fraqueza
Na verdade já dizia alguém

É na fraqueza que nos tornamos fortes.

domingo, 16 de junho de 2013

Analogia sobre Deus e você


Ela precisava conversar
precisava chorar...
Sua alma doía de angustia,
Os sonhos haviam se frustrado,
ela se sentia caindo num poço escuro e frio...
ela pensou em ligar para uma amiga,
então pensou que iria incomodar, afinal todos amigos e amigas são ocupados, estão sempre correndo com alguma atividade,
eles são legais e tudo o mais, porem tem seus próprios mundos de desafio, frustrações e então não teriam tempo e até mesmo energia pra ouvir o desabafo de um coração que estava em frangalhos,
de um coração que nem sabia definir o que sentia e o que queria...
ela pensou em desabafar em seu perfil no Facebook e lembrou que sempre achou isso piegas e desistiu,
piegas porquê?
por que no final ninguém se importa numa rede social, ninguém quer ver suas dores, suas tristezas,
e nem suas alegrias, desculpa, mas é verdade.
é chato demais, 
os frequentadores de redes sociais querem o oba oba, a agitação, o momento de curtir a vida...
ler piadas, ler charges criativas... não os soluços de um pranto.
são poucos, bem poucos os que vibram com suas vitorias e sucessos.
a maioria desejaria na verdade ser sucesso e não apenas assistir você vencer.
Ah então, o que ela fez?
Chorou a noite toda, orou. Aliás, desabafou, reclamou e revisou a Deus toda sua historia, com palavras confusas e fora de ordem... ela adormeceu sem se perceber disso, e no dia seguinte, lá estava o mundo, o seu mundo do mesmo jeito.
os mesmos problemas, as mesmas crises, os mesmos dilemas...
o céu estava nublado e até o sol poderia estar brilhando, não faria diferença, já que dentro dela havia a nuvem cinza da dor e do desespero...
então, ela se arrumou e seguiu para o lugar do encontro...
ela nem tava com vontade, estava desanimada, porem , como havia se comprometido, se arrumou e foi lá...
ela deveria subir o monte,
o monte da adoração, da renuncia do sacrifico.
sem forças para isso, porem ela foi,
E lá estava ele ao seu lado, ela não sabe desde quando ele passou a caminhar com ela, só notou agora,
então ele sorriu e ela retribuiu e eles continuaram a andar...
foram vários minutos de silencio, ela queria dizer que não estava bem, que estava triste, mas não falou nada.
ela olhava para o chão e via os quatro pés...
ela ouvia a respiração dele e vez e outra voltava os olhos e eles sempre davam nos dele, e junto de seus belos e brilhantes olhos havia um sorriso, sincero e perfeito.
ele estendeu a mão e continuaram o caminho de mãos dadas, ela sentiu a diferença da temperatura, já que suas mãos estavam geladas e as dele quentes... suas mãos pequenas e dedos finos foram totalmente envolvidos pelas mãos grande e ao mesmo tempo delicadas dele.
ela pensou de novo em dizer tudo o que estava no coração, mas não sabia por onde começar, então sentiu que suas lagrimas começaram a sair, ela chorava compulsivamente sem poder parar, o corpo balançava a medida que chorava mais. ele parou de andar.
ela parou também, e baixou o rosto. Delicadamente ele tocou em seu queixo e ergueu o rosto dela,
devagar ela se deixou erguer os olhos que estavam exarcados de lagrimas, ela sentia faltar o ar, pensar em todos os problemas a deixava mal, muito mal...
ele tinha no rosto um ar de empatia, um ar de solidariedade.
Com as duas mãos ele enquadrou o rosto dela, e a olhou com ternura, com os polegares ele enxugou suas lagrimas e então falou:
- eu amo você e tudo ao seus respeito me interessa...
- eu me importo... - continuou ele
- e estou sempre, sempre, com você não importa o quão longe você vá, eu estarei ali o tempo todo... eu só peço uma coisa...
- o... o quê? - gaguejou ela sem desviar os olhos.
- que confie em mim e me entregue seu coração. Me deixe cuidar de você!
ela fez que sim com a cabeça e ele a abraçou.
Era o começo de uma grande e completa amizade,
uma amizade sem reservas, sem neuras, sem julgamentos. Uma aprendizagem...
O Senhor diz, filho meu dá-me o teu coração.
por quanto tempo você vai esperar que seus amigos façam algo por você quando Deus já fez?